Liverpool vende participação minoritária para consórcio com Jeff Bezos e Eduardo Saverin

Consórcio com Bezos e bilionário brasileiro compra parte do Liverpool

Consórcio adquire parte do clube inglês

O Fenway Sports Group (FSG), proprietário do Liverpool, confirmou a venda de uma participação minoritária do clube inglês a um consórcio. Este grupo de investidores inclui Jeff Bezos, fundador da Amazon, e a família do brasileiro Eduardo Saverin, um dos cofundadores do Facebook. O acordo foi anunciado após negociações que se tornaram públicas em julho.

Embora o tamanho exato da participação não tenha sido divulgado pelo FSG, o jornal The New York Times indicou que a fatia pode estar em torno de 30% a um terço do clube. Os valores específicos da transação não foram anunciados publicamente pelo FSG. No entanto, uma reportagem aponta que o negócio avaliou o clube em 5,5 bilhões de libras, com o consórcio pagando 1,65 bilhão de libras por 30% das participações.

Bezos participa do negócio por meio do fundo K5 Sports. Segundo o plano, ele não terá um assento no conselho do Liverpool. A posição de vice-presidente do clube deve ser ocupada por Amit Bhatia, que lidera o consórcio 1892 Holdings. Além disso, Elaine Saverin e Bryan Baum, também do K5 Sports, devem integrar o conselho.

Detalhes sobre os investidores e o futuro do clube

O consórcio que adquiriu a participação no Liverpool é composto por diversos nomes e entidades. Além de Jeff Bezos e Amit Bhatia, o grupo inclui o Mittal Family Trusts e o EE Capital, que é o escritório familiar de Elaine e Eduardo Saverin. Saverin, nascido no Brasil, atualmente reside em Singapura e é reconhecido como o brasileiro mais rico do mundo, com um patrimônio líquido de R$ 227 bilhões, de acordo com a Forbes.

O FSG afirmou que permanecerá como controlador e responsável pelo comando operacional do clube. Mike Gordon, presidente do grupo, destacou que o Liverpool sempre foi construído com uma visão de longo prazo, buscando decisões que beneficiem o clube além de uma única temporada. Ele ressaltou que essa abordagem continua a atrair o interesse de investidores e líderes empresariais de todo o mundo.

Fontes próximas às negociações, ouvidas pelo The New York Times, indicam que não haverá mudanças na liderança nem na operação diária em Anfield. Esta transação é descrita como o primeiro investimento externo minoritário significativo no clube desde a aquisição de 3% pela Dynasty Equity em setembro de 2023. O clube já havia sinalizado anteriormente sua abertura para novos parceiros, desde que o controle permanecesse com o FSG.

Jeff Bezos integra consórcio que comprou 30% das ações do Liverpool.Foto:Marco Bertorello/AFP
Jeff Bezos integra consórcio que comprou 30% das ações do Liverpool.Foto:Marco Bertorello/AFP Credit: estadao.com.br

Impacto financeiro e aprovações regulatórias

A venda de uma participação minoritária não se deve a uma crise financeira do Liverpool. O clube registrou uma receita recorde de 703 milhões de libras no último período contábil. Nos últimos 14 meses, foram gastos 550 milhões de libras em transferências de jogadores. O aumento do faturamento, no entanto, pode permitir que o clube invista ainda mais, considerando as regras de fair play financeiro da Premier League, que limitam os gastos com o elenco a 85% das receitas, e da UEFA, com um teto de 70%.

Amit Bhatia, líder do consórcio 1892 Holdings, expressou o privilégio de ser parceiro de um clube da magnitude do Liverpool. Ele afirmou que o investimento é feito por acreditar profundamente no clube e em sua liderança, com a expectativa de apoiar o sucesso contínuo nos próximos anos. Segundo o The Times, Bhatia pode estar em uma posição favorável para adquirir uma participação maior caso o FSG decida vender mais ações no futuro.

A transação ainda está sujeita a aprovações regulatórias e outras condições habituais, incluindo um teste de idoneidade para proprietários e diretores da Premier League, processo que pode levar até 90 dias. O FSG, uma empresa global de esportes, mídia, entretenimento e imóveis, adquiriu o clube em 2010 por 300 milhões de libras. Desde então, o Liverpool conquistou duas Premier Leagues (2019/20 e 2024/25) e a Champions League de 2018/19.

Liverpool espera aumento de receitas, que pode viabilizar mais investimentos no futebol.Foto:Liverpool via X
Liverpool espera aumento de receitas, que pode viabilizar mais investimentos no futebol.Foto:Liverpool via X Credit: estadao.com.br

O presidente do FSG, Mike Gordon, reiterou que o consórcio tem uma visão alinhada à do atual proprietário. Ele destacou que a experiência e a perspectiva dos novos parceiros complementarão a base sólida já existente no clube. O FSG também é proprietário do Boston Red Sox, da liga americana de beisebol (MLB).

O movimento no Liverpool é visto por Claudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management, como um exemplo do patamar diferenciado do futebol inglês. Ele observa que o capital tem migrado da compra de jogadores para a aquisição de participações em clubes. A Premier League, com seus recordes de receitas comerciais e atração de investidores globais, faz com que o atleta se torne um ativo essencial que sustenta a valorização bilionária dessas instituições.

A conclusão da transação está prevista para ocorrer após as aprovações regulatórias, que podem levar até 90 dias.

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Source: uol.com.br

Jornalista esportivo com foco em futebol brasileiro e competições internacionais. Acompanha o Brasileirão e as principais ligas europeias.