Rio de Janeiro: CBF aprova novas regras para o futebol brasileiro

Novas regras para maior fluidez no jogo
Em uma reunião realizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino aprovaram a implementação de novas regras de arbitragem. As mudanças, que visam aumentar o tempo de bola rolando e reduzir paralisações, entram em vigor imediatamente, impactando as séries A, B, C e D masculinas, a primeira divisão (Série A1) feminina e a Copa do Brasil.
Muitas dessas regras já foram aplicadas na última Copa do Mundo e são determinadas pela International Board. O objetivo principal é aproximar o tempo médio de jogo da meta de 60 minutos de bola rolando por partida, estabelecida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Antes da pausa para a Copa, o tempo médio na Série A do Brasileirão masculino era de 52 minutos e 54 segundos.
Um estudo da empresa de dados Opta, apresentado pela CBF no relatório “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro”, estima que as novas regras podem adicionar 5 minutos e 49 segundos ao tempo de jogo, podendo chegar a 6 minutos e 22 segundos extras.
Detalhes das mudanças implementadas
Entre as 10 novas regras aprovadas, nove entram em vigor de forma imediata. Apenas uma, a checagem de VAR para escanteios concedidos por engano, será válida a partir de 2027. O diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, destacou que o trabalho é transformar o diagnóstico em ações concretas, dependendo da aplicação das regras, padronização dos critérios, capacitação dos árbitros e participação de clubes e jogadores.
As principais alterações incluem:
- Goleiro com a bola nas mãos: Se o goleiro exceder 8 segundos com a bola nas mãos, será marcado escanteio para o time adversário.
- Arremesso lateral: Jogadores terão 5 segundos para cobrar o arremesso lateral; caso o tempo seja excedido, a cobrança passa para o outro time.
- Tiro de meta: O goleiro terá 5 segundos para cobrar o tiro de meta a partir do apito do árbitro. Atrasos resultarão em escanteio para o adversário.
- Substituições: O atleta substituído terá 10 segundos para deixar o campo. Se exceder o tempo, o jogador que entrar terá que esperar um minuto para ir a campo.
- Atendimento em campo: Jogadores atendidos no gramado deverão sair e permanecer fora por ao menos 1 minuto.
- Atendimento ao goleiro: Se o goleiro precisar de atendimento, o treinador ou capitão da equipe indicará um atleta de linha para cumprir um minuto fora após o reinício do jogo.
- Comunicação com o árbitro: Somente o capitão da equipe poderá falar com o árbitro. Se o capitão for o goleiro, um atleta de linha será designado como interlocutor. Desrespeitar essa regra resultará em cartão amarelo.

Protocolo Vini Jr. e VAR
Uma das mudanças mais notáveis é o Protocolo Vini Jr., que visa combater a conduta de cobrir a boca intencionalmente ao discutir com um adversário para evitar a leitura labial. Essa ação será passível de expulsão, independentemente do que for dito.
Além disso, o VAR (Video Assistant Referee) terá um papel expandido. A checagem de VAR para segundo cartão amarelo passa a ser revisável, permitindo que um cartão que resulte em expulsão possa ser anulado caso seja constatado um erro. A checagem de VAR para escanteio concedido por engano, que entrará em vigor em 2027, será revisável quando o lance levar diretamente a gol ou pênalti.
Essas medidas buscam um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol, conforme o diretor de arbitragem da CBF, Netto Góes.
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Source: poder360.com.br