São Paulo mantém Dorival Júnior no comando apesar da crise no Brasileirão

São Paulo quer manter Dorival Júnior e ainda não cogita troca de comando para sair da crise

O São Paulo decidiu manter Dorival Júnior no comando técnico da equipe, mesmo diante da crise e dos resultados negativos no Campeonato Brasileiro. A diretoria do clube avalia que os problemas atuais não se restringem apenas ao trabalho do treinador e que uma nova mudança de comando não seria a solução neste momento. A equipe já teve Hernán Crespo e Roger Machado no comando nesta temporada.

No último domingo, o São Paulo sofreu uma derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, equipe que ocupa a última posição na tabela do Campeonato Brasileiro. Com este resultado, o clube chegou a dez partidas sem vitórias na competição, o que intensificou a pressão sobre a comissão técnica e os jogadores.

Desempenho Recente e Posição na Tabela

Dorival Júnior assumiu o comando do São Paulo em maio e, desde então, liderou a equipe em 11 jogos. O desempenho sob sua gestão inclui apenas duas vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Apesar do rendimento insatisfatório no Campeonato Brasileiro, o time conseguiu avançar para as quartas de final da Sul-Americana.

A última vitória do São Paulo no Campeonato Brasileiro ocorreu em 25 de abril, contra o Mirassol, com um placar de 1 a 0. Desde essa data, o clube acumulou quatro empates e seis derrotas na competição nacional. Atualmente, o São Paulo ocupa a 13ª posição na tabela de classificação, somando 27 pontos. A distância para a zona de rebaixamento é de apenas três pontos.

A situação atual do São Paulo é descrita como de emergência máxima, com o espectro do rebaixamento se tornando uma ameaça real a cada rodada. A memória de Hernán Crespo, um técnico anterior, é evocada com saudosismo por parte da torcida no Morumbis, contrastando com o momento atual.

Análise do Desempenho e Críticas

A gestão de Dorival Júnior tem sido criticada não apenas pela escassez de resultados, mas também pela percepção de uma completa apatia da equipe em campo. Houve um período de paralisação de um mês para treinar e ajustar processos, além de semanas livres devido à eliminação precoce na Copa do Brasil. No entanto, o resultado desse tempo de preparação não se traduziu em melhorias significativas.

O time é caracterizado por um futebol puramente reativo, com dificuldades em propor ações, ditar o ritmo de jogo e superar defesas adversárias, especialmente quando joga em casa. Arrancar um empate contra o Bolívar na altitude ou suportar a pressão do Flamengo no Maracanã é visto como o limite da comissão técnica atual.

Individualmente, a situação dos jogadores também é apontada como preocupante. Há uma percepção de que Dorival tem desvalorizado atletas importantes. O caso de Marcos Antônio é citado como exemplo; um meio-campista considerado lúcido e cogitado para a Seleção, que foi deslocado para a ponta. Essa mudança é vista como um erro, ignorando as características distintas dos atletas e impactando negativamente o rendimento do jogador.

Outros jogadores como Luciano e Artur também teriam sido afetados por um processo de regressão em seu desempenho. A comparação com a fase sob o comando de Roger Machado é inevitável, onde, apesar das vaias, o time vencia partidas. Atualmente, Dorival navega em um cenário de desempenho catastrófico, mas sem a mesma intensidade de críticas da torcida em comparação com o período de Roger.

Fora de campo, a postura de Dorival em entrevistas coletivas, onde ele repete o mantra da “evolução do trabalho” e da “melhora gradual”, é vista por alguns como uma retórica vazia. Essa abordagem é comparada à sua passagem pela Seleção Brasileira, onde prometeu um título no Mundial, mas não conseguiu alcançar o objetivo. A expectativa do torcedor é por um time que demonstre objetividade e capacidade de criar jogadas, em vez de discursos consoladores.

Apesar da pressão e dos resultados, o clube não cogita, neste momento, a troca de comando técnico.

Apesar da sequência de resultados negativos e da posição na tabela, a diretoria do São Paulo mantém a confiança em Dorival Júnior, buscando outras formas de superar a crise sem recorrer a uma nova mudança de treinador.

A equipe busca maneiras de sair da crise, mas sem trocar de treinador, conforme a avaliação atual do clube.

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Source: ge.globo.com

Jornalista esportivo com foco em futebol brasileiro e competições internacionais. Acompanha o Brasileirão e as principais ligas europeias.