Luto no futebol brasileiro

Luto no futebol brasileiro
O Clube de Regatas do Flamengo expressou profundo pesar pelo falecimento de Paulo Angioni, que tinha 80 anos. Reconhecido como pioneiro na função de diretor executivo de futebol no Brasil, Angioni dedicou mais de quatro décadas à modalidade, deixando um legado em diversos clubes brasileiros e na Seleção Brasileira.
No Flamengo, Angioni atuou como diretor de futebol entre os anos de 1993 e 1997. A instituição manifestou solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com ele durante sua trajetória no futebol.

Uma carreira dedicada ao esporte
A integridade de Paulo Angioni foi destacada pelo fato de ter morado no Grajaú, na zona norte do Rio de Janeiro, e ter continuado a trabalhar com futebol. Ele ocupou cargos de diretor executivo em clubes como Vasco, Flamengo, Palmeiras e Corinthians. Sua capacidade de apresentar sua declaração de Imposto de Renda é vista como um símbolo de honestidade, especialmente considerando sua atuação em grandes instituições.
Com formação em psicologia, Angioni transformou a maneira como os “artistas” dos vestiários, os jogadores, eram tratados. Ele sabia como oferecer carinho a quem precisava, proteger quem necessitava de proteção e ser firme com aqueles que precisavam ser cobrados por profissionalismo.
Ele auxiliou Romário no início de sua carreira e, em outro momento, contribuiu para a trajetória de Felipão. Em 1998, após o Palmeiras ser vice-campeão brasileiro, o clube enfrentava uma crise com o então técnico. Gianni Grisendi, presidente da Parmalat no Brasil, convocou Angioni para uma reunião. Na ocasião, o presidente palmeirense Mustafá Contursi desejava demitir Felipão, mas Angioni se opôs à decisão.
Um mês depois, Scolari conquistou a Copa do Brasil e, no ano seguinte, a Libertadores. Paulo Russo, antecessor de Angioni no Palmeiras, havia substituído José Carlos Brunoro na direção da Parmalat. Angioni foi fundamental para o diálogo com Felipão.
Reconhecimento e os últimos anos
Nos últimos anos de sua vida, Paulo Angioni expressou gratidão ao presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, por resistir ao etarismo e mantê-lo na direção de futebol do clube. Ele atuou no vestiário de Fernando Diniz.
Após retornar da Argentina, onde o Fluminense empatou em 1 a 1 com o Independiente Rivadavia, Angioni isolou-se devido a uma virose. Pouco tempo depois, foi diagnosticado com um tumor agressivo. Ele resistiu à cirurgia e estava em fase de recuperação, mas faleceu na madrugada deste sábado, enquanto se preparava para retornar à sua casa na zona norte do Rio.

Paulo Angioni faleceu trabalhando com futebol, uma atividade que sempre desejou exercer.
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Source: flamengo.com.br